Em São Bernardo Anúncio foi feito na noite desta quinta-feira na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
FOTO: Vitor Betega

Atualizada às 7h58
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, nesta quinta-feira (19), Fernando Haddad (PT), que deixa o comando do Ministério da Fazenda, como pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, em evento realizado no SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), em São Bernardo. Com discursos que sinalizam como será o ritmo eleitoral nas esferas estaduais e nacionais, o chefe da Nação afirmou que o trabalho deixado pelo correligionário na economia é “acima da média”.
Lula exaltou o seu escolhido para a corrida ao governo estadual, citando como feitos a reforma tributária e o trabalho deixado como legado na economia do Brasil. “Para minha alegria, o companheiro Haddad resolveu outra vez colocar o nome dele à disposição para ser candidato ao governo de São Paulo e vai ser governador. Primeiro, porque está muito mais que preparado para isso. Segundo, porque é o ministro da Fazenda mais exitoso que o País já teve”, ressaltou.
Lula destacou a “capacidade negocial” de Haddad com o Congresso. “Se você fosse um técnico de futebol e fizéssemos uma avaliação do percentual da sua passagem pelo nosso time, você chegou a quase 80% de vitória. Não é pouca coisa”, disse ao ministro.
Em seu discurso, Haddad partiu para uma análise ampla da política internacional a fim de exaltar Lula. “Estamos em um ano em que a crise internacional fica cada vez mais grave por falta de lideranças sensatas no mundo. Uma hora o tarifaço, outra, uma guerra, outra uma intervenção. Hoje temos talvez o maior capital político que podemos ter, que é o presidente Lula”, afirmou.
Haddad disse que se faz necessário ter uma proposta ampla. “Não temos só um projeto para a cidade, Estado e País. Precisamos ter uma liderança política para continuar nos palcos internacionais”
Haddad disputará o comando do Palácio dos Bandeirantes pela segunda vez, após alcançar o segundo turno em 2022, contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), vitorioso naquela eleição. O republicano, provável postulante à reeleição em outubro, venceu há quase quatro anos com 55,27% dos votos válidos (13.480.643), enquanto o petista alcançou 44,73% (10.909.371 sufrágios).
Atrás de Tarcísio nas pesquisas de intenção de votos, Haddad afirmou que não participará da eleição como ato de sacrifício para abrir caminho a um quarto mandato de Lula no Palácio do Planalto. “Quando vejo notícias que diz que o Haddad está indo para o sacrifício, essa pessoa não sentou comigo para tomar um chope (...) Não disputo eleição para barganhar, disputo para ganhar”, salientou o ministro da Fazenda, que deve ter a sua exoneração publicada hoje, no Diário Oficial da União.
Haddad afirmou que a disputa pelo governo de São Paulo será árdua: “Vamos ter um debate duro pela frente, mas que pode resultar neste despertar tão importante para o povo paulista”.
Quatro vezes governador, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) exaltou o pré-candidato petista e ressaltou confiança na iminente disputa eleitoral contra Tarcísio. “O Haddad vai ganhar a eleição. Conte conosco para percorrer a geografia do Estado de São Paulo. Vamos ouvir o povo, as críticas, sugestões e propostas. O Haddad vai apresentar a melhor plataforma para sairmos dessa inércia no Estado de São Paulo, com grande projeto de desenvolvimento”, frisou.
CAMINHO ABERTO
Lula também confirmou Simone Tebet (MDB) como candidata ao Senado para um dos dois assentos em jogo na eleição deste ano. Sobre Alckmin, o petista deixou o caminho aberto para o vice-presidente disputar a outra cadeira. “Ficarei imensamente feliz em ter o Alckmin como vice outra vez. Ele é um companheiro de muita lealdade, mas agora precisa conversar com Haddad para saber onde podemos colher mais frutos. Não sei se o Geraldo vai ser candidato ao Senado, mas a vaga de vice está aberta”, ressaltou.
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