Ação Cidade contabilizou 5,4 casos por 100 mil habitantes entre janeiro e abril; secretário de Saúde destaca atuação da equipe de zoonoses
André Henriques

São Bernardo apresentou a menor taxa de incidência de dengue entre os municípios da Região Metropolitana de São Paulo com população superior a 300 mil habitantes nas primeiras 17 semanas epidemiológicas do ano, período correspondente aos meses de janeiro a abril. O resultado tem como base dados divulgados pelo Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde.
O levantamento mostra que o município contabilizou incidência de 5,4 casos para cada 100 mil habitantes. Na sequência aparecem Carapicuíba, com 6,3, e Itaquaquecetuba, com 6,8. Entre as cidades do Grande ABC, Santo André registrou índice de 13,6, ocupando a sexta posição; Diadema apresentou taxa de 38,7, ficando em nono lugar; e Mauá chegou em 43,4, ocupando a décima colocação.
Dados do Nies (Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde), do governo do Estado, mostram que, até a 17ª semana epidemiológica de 2026, São Bernardo registrava 36 casos confirmados de dengue e nenhum óbito. No mesmo período de 2025, foram contabilizados 1.769 casos e três mortes. Em 2024, considerado o pior cenário recente, foram registrados 6.133 casos e dez óbitos.
As sete cidades do Grande ABC contabilizaram 365 casos confirmados de dengue até abril e uma morte, registrada em Mauá. No primeiro quadrimestre de 2025, a região somou 10.459 casos e 11 óbitos, o que representa redução de 96,5% nas notificações e de 91% nas mortes.
O secretário de Saúde do município, Jean Gorinchteyn, atribui o resultado a uma série de ações integradas de combate ao mosquito Aedes aegypti, com destaque para o trabalho de campo realizado pelas equipes do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). Segundo ele, a capacitação e a especialização dos agentes representam um diferencial no enfrentamento da doença.
“A dengue muitas vezes mora dentro das nossas casas. O trabalho de orientação da população fez com que as pessoas passassem a cuidar não apenas dos terrenos baldios, mas também de calhas e caixas d’água”, destacou Jean Gorinchteyn.
Entre as estratégias adotadas pela administração municipal estão os Dias D de Combate à Dengue, mutirões de conscientização e ferramentas tecnológicas de monitoramento, como o aplicativo Clic, desenvolvido em parceria com o Estado. A plataforma permite que estudantes enviem, em tempo real, fotos de possíveis focos do mosquito.
Segundo o secretário de Saúde, o município também intensificou o monitoramento em áreas historicamente mais afetadas pela doença. Bairros como Taboão e Rudge Ramos receberam atenção especial por apresentarem maior incidência de casos. No Taboão, por exemplo, a presença de galpões industriais foi um dos fatores observados pelas equipes durante as ações de monitoramento.
Apesar dos resultados positivos, Gorinchteyn ressalta que o combate à dengue deve ser permanente. “Atingir a meta significa que estamos no caminho certo, mas devemos continuar avançando. A dengue é uma doença endêmica no nosso País e as ações precisam ser contínuas”, afirmou. VACINAÇÃO De acordo com a Prefeitura, já foram aplicadas 1.412 doses da vacina contra a dengue em adultos e profissionais de saúde. Entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, foram administradas 29.648 primeiras doses e 16.789 segundas doses, resultando em cobertura vacinal completa de aproximadamente 35% do público-alvo.
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