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Panamá: destino que vai muito além dos gramados

Curioso para conhecer o país que enfrenta o Brasil no amistoso de futebol deste domingo? País reúne diversas experiências em meio à natureza

Vagner Aquino
31/05/2026 | 14:58
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Neste domingo (31), o Brasil enfrenta o Panamá, no Maracanã (Rio de Janeiro), em amistoso de preparação para a Copa do Mundo de 2026. O duelo, o último da Seleção no país antes do torneio, despertou uma curiosidade. Afinal, o que oferece o país rival em termos de atrações turísticas?

Lembrado pelo famoso Canal do Panamá, o país reúne praias caribenhas e do Pacífico, florestas tropicais, patrimônios reconhecidos pela UNESCO e uma das principais biodiversidades das Américas. Entre os destaques, por exemplo, está o projeto de ecoturismo Klosay.

Em síntese, no Panamá, uma comunidade indígena está redefinindo a forma como o turismo funciona ao assumir total controle sobre a atividade. Na Cachoeira Klosay, toda a experiência é gerida pelo povo Ngäbe-Buglé, criando um modelo relevante no qual o turismo beneficia diretamente quem vive e pertence ao território. 

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A Cachoeira Klosay é uma queda d''água cercada por floresta tropical preservada, localizada na comarca indígena Ngäbe-Buglé, entre as províncias de Chiriquí e Bocas del Toro. Ali, as atividades turísticas são administradas integralmente pela comunidade local por meio do Projeto de Ecoturismo Klosay, onde os turistas podem reservar experiências guiadas para explorar a cachoeira enquanto conhecem a rica cultura indígena da região com guias locais.

A secretaria de turismo do Panamá apoia iniciativas como essa, garantindo que a receita gerada permaneça na região e chegue diretamente às comunidades envolvidas. Esse modelo também contribui para a preservação da biodiversidade local, um trabalho conduzido por moradores que vivem próximos à cachoeira há gerações. O que começou como uma pequena iniciativa comunitária em um lugar pouco visitado se transformou em um verdadeiro exemplo de turismo regenerativo, onde conservação, preservação cultural e autonomia econômica caminham juntas. 

Turismo noturno no Panamá

Enquanto a maioria dos turistas conhece os destinos durante o dia, o Panamá apresenta um mundo completamente diferente após o anoitecer. De acordo com as tendências de viagem do Booking.com, "os viajantes estão cada vez mais interessados em atividades que promovam uma conexão profunda e uma observação mais próxima do ambiente natural". E o Panamá se destaca por sua capacidade de oferecer experiências em meio à natureza, que convidam o visitante a desacelerar e se conectar de forma mais intensa com o mundo natural, especialmente depois que o sol se põe.

Com acesso tanto ao Caribe quanto ao Pacífico, e uma biodiversidade extraordinária concentrada em uma distância relativamente curta, o Panamá oferece rara diversidade de ecossistemas que ganham vida à noite. De águas bioluminescentes à desova de tartarugas ao entardecer e safáris em florestas tropicais sob as estrelas, o país vem se consolidando como um destino promissor para o "turismo noturno", experiências de viagem desenhadas em torno da magia da noite.

Exemplos de atividades naturais noturnas

Em exemplo é a conservação e observação de tartarugas marinhas: em praias protegidas de ambas as costas, os turistas podem presenciar a tartaruga-de-pente e a tartaruga-gigante desovando com o acompanhamento de guias locais autorizados, transformando a noite em uma experiência de preservação da vida selvagem e educação ambiental. Um dos locais preferidos dos visitantes é o Refúgio de Vida Silvestre de Isla Cañas, na costa do Pacífico. 

Ali, é possível observar o fenômeno da "Arribada", quando centenas ou milhares de tartarugas-oliva chegam para desovar, geralmente durante a lua nova entre julho e novembro. Esse evento raro ocorre em apenas 14 praias no mundo (duas delas no Panamá, Marinera e Isla Cañas) e acontece apenas algumas noites por ano. Apesar de ser imprevisível, pode reunir até 9.000 tartarugas em uma única noite.

A exploração da vida selvagem noturna em parques nacionais oferece caminhadas guiadas à noite em locais como o Parque Nacional Portobelo e Parque Marinho Nacional Ilha Bastimentos revelam espécies raramente vistas durante o dia, incluindo preguiças, jupará-verdadeiro, macacos noturnos, jacarés e rãs arborícolas que emergem após o pôr do sol. O Parque Nacional Soberanía também oferece trilhas noturnas próximas à Cidade do Panamá, no Rainforest Discovery Center, onde os visitantes podem observar sapos, morcegos, insetos, corujas e outras surpresas desse universo noturno.

Tem, ainda, mergulho noturno no Caribe e no Pacífico, bioluminescência em Bocas del Toro e a união de três Patrimônios Mundiais da UNESCO. É isso, mesmo. O Panamá, com pouco menos de 72 mil km² de território, oferece uma das concentrações mais densas de Patrimônios Mundiais da UNESCO facilmente acessíveis a partir da Cidade do Panamá. Com a inscrição em 2025 da Rota Colonial Transístmica, agora oficialmente reconhecida pela UNESCO, este é o momento perfeito para destacar o Circuito Histórico do Panamá.

No Panamá, é possível fazer uma viagem das ruínas do século XVI e das fortalezas caribenhas até trilhas na selva usadas antigamente para transportar ouro, prata e mercadorias - um circuito convidativo para turistas em busca de ricas histórias.

Rota Colonial Transístmica (2025): Do Pacífico ao Caribe, este corredor recém-reconhecido liga a capital Cidade do Panamá, Panamá Viejo e Casco Antiguo, com Portobelo e San Lorenzo, no Caribe, através de trilhas na selva como o Camino de Cruces, que inclui trechos por terra, rio e mar; e o Camino Real, que é 100% terrestre. Os viajantes podem percorrer rotas comerciais centenárias, antes percorridas por piratas, em caminhadas e explorações repletas de história e conexão cultural.

Fortificações do Lado Caribenho do Panamá - Portobelo–San Lorenzo (1980): Conheça o legado colonial do Panamá em Portobelo e San Lorenzo, onde os visitantes podem explorar fortes alinhados com canhões e apreciar vistas deslumbrantes do Mar do Caribe que se estende até o Canal do Panamá. Essas fortalezas costeiras, que já estiveram entre os portos comerciais mais importantes da Coroa Espanhola, são exemplos extraordinários de arquitetura militar colonial e revelam uma história marcada pela pirataria dos séculos XVII e XVIII, defesa estratégica e comércio transatlântico. 

Portobelo também é um centro da cultura Congo, trazida por africanos escravizados da África Central. Hoje, esse patrimônio resiliente continua vivo através de danças tradicionais, música e rituais espirituais, reconhecidos pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Sítio Arqueológico de Panamá Viejo & Casco Antiguo (1997): Fundado em 1519, o Panamá Viejo marca o primeiro assentamento europeu na costa do Pacífico das Américas, mais tarde destruído pelo pirata Henry Morgan em 1671. Suas ruínas evocativas convidam os turistas a explorar a antiga torre da catedral com vista para a cidade moderna, paredes de conventos e fundações coloniais, oferecendo uma amostra tangível da história inicial do Panamá, complementada por visitas ao Museu de Panamá Viejo e compras de produtos locais no Centro Artesanal. 

A cidade foi posteriormente realocada para o atual Casco Antiguo, um distrito da era colonial que se transformou em um pulsante centro de cultura, arquitetura e entretenimento. Os turistas podem vivenciar ambos em um único dia: caminhando entre as pedras silenciosas de Panamá Viejo pela manhã e explorando as ruas coloridas e edifícios restaurados do Casco Antiguo à tarde.

Casco Antiguo é um centro gastronômico no coração da Cidade do Panamá. Reconhecido pela UNESCO como Cidade Criativa da Gastronomia, é possível passear por suas ruas encantadoras e admirar a mistura marcante de arquitetura neoclássica, espanhola e francesa.

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