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Alinhamento impacta na segurança e economia do carro; saiba como

Procedimento corrige a geometria das rodas, melhora a dirigibilidade, evita desgaste prematuro dos pneus e deve ser feito a cada 10 mil km

Vagner Aquino
31/05/2026 | 15:35
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FOTO: Banco de dados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O alinhamento automotivo vai muito além de uma simples manutenção preventiva, afinal, é o procedimento técnico responsável por ajustar os ângulos das rodas conforme as especificações do fabricante. Isso, a princípio, garante que trabalhem paralelas entre si e perpendiculares ao solo. É, basicamente, um serviço ligado à geometria da direção e da suspensão, fundamental para segurança, estabilidade, conforto e durabilidade dos pneus - o único componente, em um veículo, de contato direto com o solo. E o motorista deve ficar atento.

Na prática, o alinhamento corrige distorções na geometria da direção e da suspensão, que afetam o comportamento do veículo. Quando está fora do padrão, o carro pode apresentar volante torto mesmo em linha reta, tendência de puxar para um dos lados, desgaste irregular ou prematuro dos pneus, instabilidade direcional e até aumento no consumo de combustível, já que ocorre maior resistência ao rolamento. Negligenciar esse cuidado pode agravar tais problemas e aumentar o custo de manutenção. Sem contar no comprometimento da segurança.

Quando fazer?

DGABC

De acordo com o coordenador do centro de tecnologia, treinamento e inovação da DPaschoal, Danilo C. Ribeiro, o alinhamento deve ser realizado de forma preventiva a cada 10 mil quilômetros, mesmo que o veículo não apresente sintomas aparentes.

Ao realizar o procedimento, a oficina restabelece os ângulos originais definidos pelo fabricante, devolvendo o equilíbrio dinâmico do conjunto. O resultado é maior vida útil dos pneus, dirigibilidade mais precisa, menor esforço no sistema de direção e aumento da segurança, especialmente em curvas e frenagens, situações em que a estabilidade do veículo é determinante.

Ribeiro explica que também é recomendável realizar o procedimento após a troca de pneus, depois de impactos fortes contra buracos ou guias, sempre que houver substituição de componentes da suspensão ou da direção e sempre que for identificado desgaste irregular na banda de rodagem. Em síntese, essas situações podem alterar a geometria do conjunto e comprometer estabilidade, segurança e durabilidade dos pneus. "O alinhamento vai muito além de conforto ao dirigir", pondera.

Diferenças entre alinhamento 2D, 3D ou computadorizado

Quando se fala em alinhamento 2D, 3D, óptico ou computadorizado, a diferença está basicamente na tecnologia utilizada para a leitura dos ângulos. O alinhamento óptico utiliza feixes de luz e escalas graduadas para medir a geometria das rodas, sendo um sistema mais antigo, mas ainda funcional quando bem calibrado.

Já os sistemas conhecidos como 2D ou 3D utilizam câmeras e sensores eletrônicos capazes de capturar imagens em tempo real e oferecer medições mais rápidas e detalhadas. O termo "3D", no entanto, tem forte apelo comercial. Do ponto de vista técnico, o que realmente garante qualidade no serviço é o equipamento devidamente calibrado, a leitura precisa dos ângulos, a capacitação do profissional e, principalmente, o bom estado da suspensão e da direção.

Cabe pontuar que nenhum tipo de alinhamento corrige peças desgastadas ou com folgas. Se houver componentes comprometidos, o ajuste não se mantém e o problema tende a reaparecer, sendo necessário realizar o reparo antes da regulagem.

Com a evolução dos veículos e a maior presença de tecnologias embarcadas, como os sistemas ADAS (assistentes avançados de condução), controle de tração e estabilidade, o serviço de alinhamento passa a envolver também a verificação dos parâmetros eletrônicos. Após o procedimento, é importante checar os módulos de direção com o auxílio de scanner e, se necessário, realizar a recalibração dos sensores, assegurando o correto funcionamento dos sistemas de segurança.

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