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Petrobras defende transição energética justa, diz Magda Chambriard

A executiva afirmou que a estimativa é que seria necessário R$ 1,2 bilhão nos próximos 25 anos para concretizar plano

03/06/2026 | 08:17
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FOTO: Fernando Frazão/Agência Brasil
FOTO: Fernando Frazão/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (3) que a Petrobras defende uma transição energética justa e a adição energética. Chamou a atenção, porém, para os custos demandados nessa transição.

"Não acreditamos que seja bom jogar fora o que temos construído em prol de um novo que custa caro e muito provavelmente não cabe no bolso, pelo menos de forma tão acelerada, da maioria das nações do mundo", disse, em participação no XIV Fórum de Lisboa nesta manhã.

A executiva afirmou que a estimativa é que seria necessário R$ 1,2 bilhão nos próximos 25 anos para fazer a transição energética na velocidade apregoada hoje no Brasil. "O Brasil investe em tudo - saúde, educação, infraestrutura e salários - R$ 2 bilhões. Eu pergunto para os senhores, é razoável que a gente gaste mais da metade de todo o investimento nacional ao longo de 25 anos para substituir uma energia que hoje é o nosso primeiro produto de exportação?", questionou.

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Madga emendou que é preciso refletir como essa transição dá as mãos para a segurança energética do País, que acrescentou estar lidando de maneira eficiente com a crise do petróleo.

A executiva ponderou, ao longo de sua fala, que antes da guerra no Irã, havia uma forte discussão sobre o cenário de transição energética e que o mundo registrava um declínio nos preços do petróleo. Após a guerra, afirmou, a tendência é que esse movimento retorne.

"Vai acelerar essa transição, a inserção de novas tecnologias, de projetos de pesquisa e desenvolvimento em prol de um novo patamar energético no mundo. Só que isso ainda vai demorar um pouquinho, porque a guerra do Golfo Pérsico entrou no meio dessa trajetória", disse. "Se a guerra acabasse hoje, em até quatro anos, muito provavelmente a gente voltaria no mínimo para aquele patamar de 60 dólares por barril e isso é importantíssimo que o Brasil entenda e precifique", acrescentou, ao comentar os impactos do conflito.




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