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Atividade nos EUA mantém ritmo moderado de alta apesar de queda no consumo, avalia Livro Bege

03/06/2026 | 15:43
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A economia dos Estados Unidos manteve um ritmo moderado de crescimento nas últimas semanas, mas crescem as preocupações com sinais de enfraquecimento do consumo e aumento das pressões sobre o orçamento das famílias, segundo informam empresários consultados pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para o Livro Bege. O documento é uma espécie de sumário das condições econômicas do país e serve de base para as decisões de política monetária do BC dos EUA.

O relatório, que reúne informações coletadas pelos 12 distritos regionais do banco central americano, mostrou que a atividade econômica avançou em ritmo leve a moderado em dez distritos. Apenas um registrou leve retração e outro relatou estabilidade.

Já o consumo das famílias apresentou comportamento desigual entre as diferentes faixas de renda. "As famílias de renda média passaram a adotar uma postura mais cautelosa diante dos gastos, enquanto os consumidores de renda mais baixa enfrentam maiores dificuldades financeiras", diz o relatório.

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Enquanto o consumo mostrou sinais de fragilidade, a indústria manufatureira apresentou desempenho mais robusto, segundo o documento. Nove dos doze distritos reportaram crescimento da atividade industrial em ritmo de moderado a forte, enquanto apenas um registrou queda em relação ao período anterior.

Mercado de trabalho

Sobre o mercado de trabalho, o Livro Bege aponta que a contratação no setor manufatureiro foi o principal destaque em vários distritos, impulsionada por atividades relacionadas à defesa e pelo aumento da demanda por data centers.

Em contrapartida, a maioria dos distritos descreveu um ambiente de baixa contratação e baixa demissão, com os trabalhadores demonstrando maior relutância em trocar de emprego devido às incertezas econômicas.

"As contratações continuaram seletivas e concentradas principalmente em funções consideradas essenciais ou na reposição de vagas abertas por desligamentos naturais", mostra o relatório.




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