Após investigação Investigado utilizava perfis falsos e presentes para ganhar a confiança da criança; operação foi relizada pelas polícias civis de Santo André e do Paraná
FOTO: Reprodução

Uma operação conjunta entre o GOE (Grupo de Operações Especiais) da Delegacia Seccional de Santo André e a PCPR (Polícia Civil do Paraná) resultou, nesta quarta-feira (3), na prisão de um homem investigado pelos crimes de estupro de vulnerável e pornografia infantil. O suspeito foi detido em casa, no bairro Jardim Cristiane, em Santo André.
A investigação, conduzida pela Delegacia de Congonhinhas, no Paraná, teve início após o registro do aliciamento de um menino de 11 anos. Segundo as autoridades, o homem utilizava uma rede de perfis falsos na internet para abordar as vítimas. Ele se passava por uma adolescente chamada Melissa para se aproximar da vítima. Em uma das narrativa criadas, dizia que tinha um primo fisioterapeuta ligado a um clube de futebol paulista para conquistar a confiança da criança.
De acordo com a Polícia Civil, para consolidar o aliciamento, o investigado utilizava artifícios financeiros e materiais. Ele realizava transferências bancárias via Pix diretamente para a conta da vítima e enviava presentes, entregues no endereço da criança. Após estabelecer um vínculo, o suspeito passava a coagir o menor a enviar fotos e vídeos íntimos por meio de aplicativos de mensagens.
O crime teria sido confirmado após a quebra de sigilo de dados e perícia no aparelho celular da vítima. O trabalho de inteligência da PCPR cruzou informações que vincularam a linha telefônica que recebia o material ilícito e as contas bancárias utilizadas nas transferências diretamente ao CPF e ao endereço do investigado.
ANTECEDENTES
Ainda segundo as informações da Polícia Civil, o suspeito já possuía histórico por crimes da mesma natureza, tendo sido preso em flagrante em 2014, também no Estado de São Paulo, por pornografia infantil.
Durante a prisão desta quarta-feira, foram apreendidos diversos dispositivos eletrônicos. A Polícia Civil do Paraná informou que prosseguirá com as diligências para analisar o material recolhido, com o objetivo de identificar se existem outras vítimas.
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