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Me faz um pix

Rodolfo de Souza
05/06/2026 | 08:50
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ARTE: Gilmar
ARTE: Gilmar Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O homem do topete, mais topetudo do que nunca, fala agora em taxar produtos brasileiros por causa do PIX. Imagine, caro leitor, situação mais ultrajante!

Mas por que, afinal, o sujeito voltou com a ladainha da taxação? Teria alguma relação com os poderosos Mastercard e Visa? Por certo que sim, tendo em vista que operações via PIX não necessitam passar por atravessadores estadunidenses, razão pela qual se tornam mais rápidas e baratas, e isso é inconcebível aos olhos do império. Onde já se viu, país latino-americano insolente a esse ponto?

E o imperador, ufanista que só vendo, não admite tamanho disparate que fere os direitos de empresas, das mais poderosas, de sua nação. Seria isso? Ou o sujeito vem sofrendo pressão daquelas para pressionar o nosso impávido País a se desfazer de conquista tão importante pela sua praticidade? É bem provável, se considerarmos que uma Nação de mais de duzentos milhões de habitantes certamente possui um mercado consumidor de considerável monta. 

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E todo ele deitando e rolando no PIX quando o assunto é pagamento ou transferência de valores. É inquestionável, pois, que todo esse montante de transações tende a deixar um pouco de lado as bandeiras norte-americanas, não obstante a impossibilidade do seu desaparecimento definitivo do mercado local. Arcarão sim com algum prejuízo, embora não haja motivos para tanta choradeira, já que elas contam ainda com o restante do mundo, o que não é pouco.

E, não bastasse o Brasil ter pisado no calo do império com a criação do PIX, parece que alguém, vestindo verde e amarelo, vem se empenhando em estimular a retaliação daquele contra a nossa querida Pátria Tupinambá por causa da desfeita.

Não sei se o sujeito tenta, com isso, mudar o foco dos últimos escândalos que reverberaram fortemente pelos quatro cantos, envolvendo a sua pessoa, ou se inteligência é mercadoria em falta na sua prateleira. Muitos dirão que ela não está em falta, que, na verdade, a tem de sobra, haja vista a dinheirama que compõe o seu patrimônio.

Mas se trama contra o seu próprio País em país estrangeiro, por certo que algum parafuso lhe falta.

Tudo muito estranho se levarmos em conta que o indivíduo almeja conquistar o cargo mais importante da Nação. Por que, então, vem sabotando a sua soberania é pergunta que não quer calar.

E não é só isso: o império também determinou que duas facções criminosas daqui sejam consideradas grupos terroristas, uma forma descarada de meter seus tentáculos cá nesta nossa rica Nação. E, caso não saiba, amigo, há paredes rachadas no império. Enormes paredes com enormes rachaduras. Aliás, seu piso anda, da mesma forma, irregular, ameaçando afundar a qualquer momento. Seria bom, então, que o imperador se preocupasse em cuidar do seu quintal, ora!

Todavia, o homem que veste verde e amarelo também andou colocando seus dedos de unhas sujas nesse quesito, uma vez que esteve de prosa com os poderosos de lá, no sentido de influenciá-los a tomar tal decisão. E, se assim ocorreu, esqueceu-se, o distraído traidor, de mencionar as milícias, com quem sempre teve negócios. Suspeito que vem daí o esquecimento, não foi por pura falta de memória. Memória esta que o faz lembrar que tem amizades e desfruta de influência e poder no meio.

Rodolfo de Souza nasceu e mora em Santo André. É professor e autor do blog cafeecronicas.com




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