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O agro também é gay

Rodermil Pizzo
06/07/2026 | 08:20
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FOTO: Arquivo/Agência Brasil (IMAGEM ILUSTRATIVA)
FOTO: Arquivo/Agência Brasil (IMAGEM ILUSTRATIVA) Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Esta semana, contemplei uma das manifestações mais organizadas e harmônicas de que já tenha participado.

A cidade de Campinas e arredores demonstraram a força da Parada LGBTQIAPN+, para o comércio, hotelaria, restaurantes e bares. Indiferente do pink money, que sempre é bem-vindo por grande parte da economia, digo parte, porque já vimos em vários locais, o descaso ao público gay, todavia, este descaso tem sido esmagado pela força financeira que exercemos.

Em dias de crise, se nota que aceitar e respeitar é mais que uma obrigação, é sobrevivência comercial.

DGABC

Voltando para a parada de Campinas, a organização estava perfeita, celebridades, discursos inflamados de justiça e posicionamento político, sem medo de colocar a cara no sol, foram preponderantes.

Em se falar do sol, parece até mesmo que o cosmos contribui, pois em uma semana que prometia chuva e tempo fechado, o astro-rei veio enfatizar o brilho dos figurinos e de todos que lá estavam.

Acompanho por anos algumas paradas, e nesta específica, em Campinas, notei a presença massiva de muitos casais héteros, crianças e idosos. Algo que, há alguns anos, parecia impossível de ocorrer.

Comumente vemos esta interação nas grandes capitais, todavia, o interiorano ainda se mostrava cauteloso em ir contemplar e participar, isso mudou radicalmente e tem se mostrado tendência crescente.

Acreditar que os movimentos LGBT+ estavam ganhando força apenas nas grandes capitais se mostrou enganoso. O arco-íris chegou e não parece que voltará a se esconder, seja em São Paulo, Campinas ou até mesmo em uma cidade de mil habitantes do interior do Maranhão.

A resistência venceu o preconceito e o medo.

E falando de medo, garantimos que ninguém que tenha participado da parada, com identificação de hétero e saído com identificação de gay, ocorreu pelo evento. Isso é científico. 

Se alguém esteve e passou a contestar a própria sexualidade, saiba, nenhum movimento ou parada transforma ou contamina ninguém. 

O único contágio garantido foi com o vírus da alegria, do respeito, da organização e da beleza do desfile.

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