Palavra do Leitor

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Sabesp
Depois da privatização da Sabesp, as reclamações das contas de água triplicaram. Os valores ficaram exorbitantemente mais altos. Tenho um parente que reside no bairro Santa Terezinha, em São Bernardo. Ele informou que, em março, a Sabesp fez uma manutenção no seu bairro. Ele pagava em média R$ 160. Após essa manutenção, as contas de abril, maio e junho chegaram nos valores de R$ 500 a R$ 700. O mesmo teve que contratar um profissional, particular, para detectar algum vazamento. Porém, o mesmo fez uma declaração de que não constava nenhum vazamento na residência. Neste endereço reside somente uma pessoa, não houve reformas que justificassem essas cobranças altas e indevidas. Já entrei em contato com a ouvidoria da Sabesp pelo e-mail e telefone. Eles só passam protocolos, mais ainda não corrigiram os valores das contas. Cheguei a uma conclusão: virou uma baderna, um descaso. Infelizmente vivemos num governo que não tem respeito nenhum pelos cidadãos. A Sabesp não está conseguindo honrar com suas demandas e, como consequência, seus clientes levam os piores prejuízos. Ana Maria Gaiotto Mauro - São Bernardo Proteção animal
A proteção animal é um trabalho sério. Não se acorda um dia decidido a virar “protetor”, muito menos usando um mandato para transformar o sofrimento dos animais em palanque, especialmente às vésperas das eleições. Resgatar não é filmar, retirar um animal e postar nas redes sociais. A lei de maus-tratos exige responsabilidade: ouvir, apurar, orientar, denunciar quando necessário, acompanhar e garantir que o destino daquele animal seja digno. Proteção é compromisso permanente. Também é preciso parar de vender a ilusão de que existem ONGs prontas para recolher qualquer animal. Não existe essa realidade. Abrigos e protetores vivem superlotados, sustentados por doações e enorme sacrifício. Colocar um animal em uma baia não resolve sua vida. Depois vêm atendimento veterinário, alimentação, reabilitação, adoção responsável e acompanhamento. Quem faz isso de verdade sabe o tamanho dessa responsabilidade. O pior é transformar a causa em propaganda e ainda incentivar resgates sem critérios, banalizando uma legislação séria. Animais não são material de campanha nem ferramenta para conquistar votos. Quando a eleição acaba, quem continua abandonado, esperando cuidados e um lar, são eles. O oportunista apenas procura a próxima causa da moda. A proteção animal precisa de pessoas comprometidas, não de caçadores de votos. Porque, no fim, quem sempre paga a conta desse oportunismo são os próprios animais. Antes de acreditar no discurso, olhe para os últimos oito anos da atuação desse político. Causa se constrói com história, não com oportunismo eleitoral. Siomara Ferres - São Caetano Crimes sexuais ‘Crianças são mais da metade das vítimas de crimes sexuais na região’ (Primeira Página, dia 13). Já na Grécia clássica, a felicidade, a paz e o bem-estar, nas ideias dos filósofos da época, principalmente nas de Platão e nas de Aristóteles, o homem só podia alcançá-los numa comunidade justa. Para ambos os pensadores, a comunidade justa, bem governada, oferece a todos os habitantes a condição de viver bem. Daí, entendermos que nela é promovida uma das mais belas virtudes: a justiça. Numa sociedade em que a justiça é desprezada, ela deixa de ser uma virtude. E sem a virtude, a comunidade vive horrores, como algumas crianças sofrerem abuso sexual. Ao contrário da comunidade injusta, a justa forma cidadãos morais. Estes são virtuosos, pois são preparados para saberem, no lugar em que vivem e com quem convivem, distinguir o que é moral e o que é imoral. Paulo Moriassu Hijo - São Caetano Mundial Ao analisar friamente a Copa do Mundo de 2026 e as quatro seleções semifinalistas, cheguei à conclusão de que Deus realmente é brasileiro, pois a precoce eliminação de nossa Seleção nos livrou de uma humilhação ainda maior. Vanderlei Retondo - Santo André
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