Após quatro anos Lorrany Fernandes foi assassinada por Antônio Carlos Silva em 2022
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Após quatro anos, o Tribunal do Júri de São Paulo realizou, na madrugada da última quarta-feira (15), o julgamento de Antônio Carlos Silva Freire, 25 anos, acusado pela morte da ex-namorada, a estudante de enfermagem Lorrany Fernandes, morta aos 19 anos. O homem foi condenado a 13 anos de regime fechado no Fórum da Comarca de Rio Grande da Serra.
Segundo o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), Freire foi condenado por homicídio qualificado por dissimulação (quando induz a vítima ao erro) e por ocultação de cadáver.
O caso ocorreu em janeiro de 2022. A jovem foi dada como desaparecida por familiares no dia 20 daquele mês. Cinco dias depois, a vítima foi encontrada morta, nua e com ferimentos, em uma área de mata na Vila Verde, por agentes da GCM (Guarda Civil Municipal) de Rio Grande da Serra. Conforme noticiado pelo Diário na época, imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima aceitou uma carona em uma motocicleta vermelha, que pertencia a Freire.
Em patrulhamento, os agentes viram que o mato nos arredores deste local havia sido mexido. A GCM, então, soltou um cão farejador, que encontrou o corpo da mulher.
Durante o depoimento, o suspeito apresentou versões contraditórias sobre seu paradeiro na noite do desaparecimento de Lorrany, conforme informou a polícia. Ele afirmou que permaneceu na casa da atual companheira, mas a mulher informou aos investigadores que o suspeito deixou o imóvel no fim da tarde.
Além da inconsistência no relato, o rastreamento da motocicleta utilizada por ele indicou que o veículo esteve duas vezes na região onde o corpo da adolescente foi localizado. OUTROS CASOS
Entre janeiro e maio deste ano, o Grande ABC registrou sete casos de feminicídio, segundo dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública). O número acumulado é igual à pior marca da série histórica para o período, registrada em 2019.
O crime mais recente foi contabilizado em junho. Alice Ribeiro Franco, 73, foi encontrada em casa, na Rua Itororó, na Vila Santa Luzia, em Ribeirão Pires.
O filho dela, Marcelo Ribeiro Franco, 49, foi preso em flagrante e é acusado pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver, incêndio, resistência e desobediência.
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