
A mediana do relatório Focus para a inflação suavizada nos próximos 12 meses subiu pela segunda semana seguida, desta vez de 4,16% para 4,18%. Um mês antes, a mediana era de 4,14%. Considerando apenas as estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 4,17% para 4,18%.
A medida ganhou importância nas análises do mercado após a regulamentação da meta de inflação contínua. O novo alvo foi descumprido pela primeira vez em julho de 2025, IBGE informou que o IPCA fechou junho com alta de 5,35% em 12 meses - acima do teto da meta, de 4,50%, pelo sexto mês consecutivo.
No mesmo dia, o Banco Central publicou uma carta aberta ao ministro da Fazenda, informando que esperava que a inflação acumulada em 12 meses caísse abaixo do teto da meta no fim do primeiro trimestre de 2026. O IPCA está abaixo de 4,50% desde novembro, mas o mercado espera que ele volte a superar a meta já em maio.
O novo regime prevê que o cumprimento da meta seja apurado com base na inflação acumulada em 12 meses. Se a taxa ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
A meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. O ministro da Fazenda pode propor uma alteração ao Conselho Monetário Nacional (CMN), mas é necessário esperar 36 meses para que qualquer mudança tenha efeito.
A expectativa de inflação suavizada para os próximos 12 meses é calculada com base nas projeções das instituições para a inflação total nesse período. A cada nova divulgação do IPCA, a projeção para o mês mais antigo é substituída pelo novo dado.
Para evitar saltos bruscos nas expectativas devido à diferença entre o valor projetado e o realizado, o Banco Central dilui esse desvio de forma gradual, do dia da divulgação até a próxima. O resultado é a inflação suavizada.
Preços administrados
A mediana do relatório Focus para a inflação de preços administrados em 2026 seguiu em 5% pela quinta semana seguida. A projeção para 2027 permaneceu em 3,85%, mesmo nível em que estava há um mês, embora tenha oscilado no período.
O Banco Central espera inflação de 4,7% para os preços administrados em 2026 e de 3,9% em 2027, segundo o comunicado da reunião de julho do Comitê de Política Monetária (Copom).
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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