Economia Titulo Metal precioso

Ouro fecha perto da estabilidade com juros dos Treasuries e dólar

Na Comex, divisão de metais da Nymex (bolsa de Nova York), o ouro para agosto fechou em queda de 0,07%, a US$ 4.015,9 por onça-troy

20/07/2026 | 15:20
Compartilhar notícia
FOTO: Freepik
FOTO: Freepik Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O ouro encerrou em leve baixa nesta segunda-feira (20), ainda que sem se distanciar da estabilidade, após queda na semana passada. Na Comex, divisão de metais da Nymex (bolsa de Nova York), o ouro para agosto fechou em queda de 0,07%, a US$ 4.015,9 por onça-troy. A prata para setembro subiu 1,32%, a US$ 57,072 por onça-troy.

O ouro seguiu acima do patamar de US$ 4 mil, mostrando resistência mesmo diante da alta dos rendimentos dos Treasuries e do dólar. Com o desenrolar da sessão, houve um movimento de descompressão da tensão vista mais cedo entre EUA e o Irã que impulsionou o petróleo Brent de volta para acima de US$ 90 o barril.

"A recente dinâmica de preços sugere que as preocupações com taxas de juros mais altas por mais tempo estão anulando o tradicional apelo do ouro como porto seguro, mantendo o metal em uma faixa de negociação restrita, apesar da escalada dos riscos geopolíticos", afirma Soojin Kim, analista do MUFG.

DGABC

Para a Capital Economics, o ouro tem se comportado mais como um ativo de risco e seu preço está muito alto quando comparado a alguns dos "fundamentos", como as taxas de juros reais de longo prazo, que normalmente o influenciam. "Nossa visão é que isso reflete, em parte, um processo de desmonte da demanda 'especulativa'", avaliam. Outras fontes de demanda, como os bancos centrais, também foram importantes em alguns momentos, pontuam. "Consequentemente, nosso cenário base é que a queda atual no preço do ouro continue", projetaram.

A consultoria avalia que o papel do ouro em uma carteira de investimentos não diz respeito, fundamentalmente, aos retornos esperados, mas sim à sua função de proteção contra certos riscos de queda - como fortes desvalorizações das ações ou, segundo alguns, choques inflacionários. "À primeira vista, o fato de o preço do ouro ter sido fortemente influenciado por fluxos especulativos poderia reduzir seu valor sob essa ótica. De fato, existem outros indícios de que, recentemente, o metal tem se comportado mais como um ativo de risco", avaliam.

*Com informações de Dow Jones Newswires

LEIA MAIS:

Etanol atinge menor preço desde 2024 e amplia vantagem para Flex




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;