
A troca de ataques aéreos entre forças dos Estados Unidos e do Irã ganhou força nos últimos dias depois da morte de dois militares americanos no fim de semana.
A nona noite de ataques americanos contra Teerã teve como alvo centros de comando militar, instalações de defesa aérea e de vigilância costeira, capacidades marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones e redes de comunicação, segundo o Comando Central do Exército americano (Centcom).
O Irã, por sua vez, lançou novos ataques contra alvos americanos no Kuwait e no Bahrein depois de tê-los expandido contra a Jordânia no fim de semana. Em paralelo, a milícia xiita houthi, aliada dos aiatolás, prometeu fechar o Estreito de Bab al-Mandeb, no Mar Vermelho, por onde a Arábia Saudita tem escoado parte da produção de petróleo que antes era exportado via Estreito de Ormuz.
A escalada da tensão impulsionou a alta dos preços do petróleo nas últimas semanas. O petróleo Brent, referência do mercado, foi negociado na segunda-feira acima de US$ 86 o barril, e o preço da gasolina comum nos EUA subiu para uma média de US$ 4 o galão, mantendo a pressão sobre o bolso dos americanos antes das eleições de meio de mandato.
As Forças Armadas dos EUA informaram que um militar americano morreu no Iraque, no sábado, durante a "detonação controlada" de um drone iraniano abatido.
O presidente Donald Trump afirmou que a mais recente onda de ataques contra o Irã foi realizada "em homenagem" aos soldados americanos mortos recentemente.
A agência de notícias estatal iraniana Irna relatou que os ataques americanos mataram pelo menos uma pessoa nas proximidades de Tabriz, uma cidade no noroeste do país, a cerca de 520 quilômetros da capital, Teerã.
Acredita-se que Tabriz abrigue bases de mísseis subterrâneas operadas pela Guarda Revolucionária. Os ataques americanos provavelmente também atingiram Bandar Imam Khomeini, na província do Cuzistão; Sirik e Jask, na província de Hormozgan; e Konarak e Chabahar, na província de Sistão-Baluchistão, segundo a Irna.
O centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), vinculado às Forças Armadas britânicas, informou na noite de segunda-feira que um segundo navio havia sido atacado no Estreito de Ormuz - desta vez, ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos.
Mais cedo, uma embarcação pegou fogo no Estreito de Ormuz após ser atingida por um projétil perto da costa de Omã. A tripulação abandonou o navio, que ficou à deriva e ainda em chamas horas depois, informou o UKMTO.
A rota ao redor de Omã é aquela que os militares dos EUA têm recomendado aos navios para evitar o controle iraniano. A Guarda Revolucionária afirmou posteriormente que estava visando navios-tanque no estreito. Teerã também atacou países aliados dos EUA em todo o Oriente Médio.
O Bahrein acionou as sirenes de alerta de mísseis na manhã desta segunda-feira, 20, enquanto o Kuwait informou que suas defesas aéreas estavam disparando contra uma barragem de projéteis iranianos que se aproximava.
O Ministério das Relações Exteriores do Bahrein condenou os ataques de drones iranianos contra os sistemas de tráfego aéreo do país, afirmando que eles colocam em risco as viagens de civis.
*Com informações da Associated Press (AP).
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