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FOTO: Vagner Aquino/DGABC (IMAGEM ILUSTRATIVA)

Já faz algum tempo que o mercado das operadoras de viagens está em alerta amarelo, mas, nos últimos meses, entrou em alerta vermelho.
Desde o reset mundial de 2020, o turismo tem lutado para voltar a patamares anteriores, ou suportáveis, todavia, nenhuma grande estratégia se apresentou para o mercado e para o cenário nacional, seja no âmbito privado ou público.
As empresas seguem com ações em queda, demissão em massa de líderes e liderados, algumas apresentam relação com Vorcaro e o escândalo do Banco Máster, o que prejudica ainda mais a imagem junto a fornecedores e clientes.
As palavras “recuperação judicial” têm sido amplamente divulgadas e mencionadas em diversos meios de comunicação e entre os executivos.
O curioso é ver todo este enredo e nenhuma atitude realmente corretiva ou positiva acontecendo.
Pelo contrário, os executivos e investidores seguem receitando “ácido acetilsalicílico” para pacientes com “metástase nível quatro”
Por estas atitudes, apenas podemos deduzir dois caminhos que estão sendo trilhados.
O primeiro é que há interesse em manter como está, para poder, por medidas futuras, se beneficiar de acordos e negociações que minimizem os prejuízos. Em resumo, usar o bordão popular: “devo, não nego, pago quando puder”.
Este é um risco enorme, pois resolverá parcialmente o problema, todavia, as consequências serão devastadoras, principalmente para as agências de viagens que estão ligadas diretamente a operadoras para sobreviver.
O segundo “e mais provável” é que ninguém na linha de frente sabe exatamente como resolver e fica aguardando um milagre oriundo do além-túmulo, sintetizando, lutar dia a dia, com ferramentas pouco eficientes e vencidas há muito tempo.
Usar estratégias já consolidadas não está funcionando para o novo momento econômico. O pior de tudo é que não se vê um resultado a curto prazo e o tempo está se esgotando.
Boa sorte, já que exigir competência não parece ser viável.
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