Segundo o governador de São Paulo, em entrevista exclusiva ao 'Diário', o espaço do Taboão já está em processo de desapropriação
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (29), em entrevista exclusiva ao Diário, que a antiga área da Ford, em São Bernardo, será utilizada para a implantação de um pátio de manobras do metrô, em parceria com uma empresa de logística.
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Segundo ele, o espaço do Taboão já está em processo de desapropriação. “A gente já está com o processo da DUP, do Decreto de Utilidade Pública, para fazer o pátio de manobras em parte da fábrica da Ford. Ele atende a gente muito bem.”
De acordo com Tarcísio, cerca de um terço do terreno deve ser destinado à operação metroviária. “O que eu preciso lá é de 25% a 30% da fábrica, que é uma área muito grande, para fazer o pátio de manobras.”
O governador explicou que é possível conciliar o uso do terreno com o interesse de uma empresa logística. “Eu posso negociar a laje desse pátio para cima, para entregar para a empresa de logística e não teria problema.”
Ele citou ainda a área da Santa Maria, em São Paulo, como outra possibilidade de compensação à iniciativa privada. “Essa área estava inclusive destinada a ser pátio para a Linha 20. Então, tendo um pátio aqui [em São Bernardo], eu não vou precisar dessa área. Eu posso passar para a empresa, para ela ter um centro de logística lá na Capital.”
Tarcísio reforçou que o objetivo é iniciar as obras do ramal pelo Grande ABC. “A determinação nossa é começar a obra pelo ABC, e o que hoje tem maior viabilidade é usar a antiga fábrica da Ford com o pátio de manobras.”
O terreno de 1 milhão de m² da antiga Ford, no bairro Taboão, em São Bernardo, apareceu como favorito para receber o futuro pátio de manobras da Linha 20-Rosa do Metrô, conforme apuração do Diário, mas o destino da área ainda era incerto,. Enquanto fontes do governo local indicavam avanços nas tratativas com o Estado para garantir a obra, havia divergências dentro da própria Prefeitura, já que o espaço foi comprado por R$ 850 milhões pelo fundo Cosmic, ligado à multinacional Prologis, que pretende instalar um centro logístico com até 13 galpões e potencial de gerar até 25 mil empregos.
Na outra ponta do ramal, na região da Lapa, em São Paulo, o cenário é mais avançado: o governo estadual já publicou o Decreto de Utilidade Pública para desapropriações. Tarcísio de Freitas reafirmou que as obras terão início pelo Grande ABC e que a região receberá três estações, incluindo uma no Taboão.
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